quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Café quente em noite fria ou A Lenda do Ouro Verde



Nessa sexta feira o Convite ao Teatro vai apresentar a peça da Cia londrinense Caos e Acasos. Café quente em noite fria ou A Lenda do Ouro Verde traz em cena a geada negra de 1975 que dizimou sumariamente as lavouras de café do norte do estado e a partir da história de Zé Alcindo e Betina, narra um pouco da situação que viveu os agricultores daquela época.

O espetáculo foi contemplado com o Prêmio Funarte de teatro Miryam Muniz. Será às 21h no teatro barracão, entrada franca.

O grupo Caos e Acasos


O grupo formou-se em 1999 em Londrina, profundamente influenciado pelos estudos de Bertolt Brecht e de dramaturgos nacionais como Gianfrancesco Guarnieri e Oduvaldo Vianna Filho. Em sua trajetória, buscou desenvolver um “teatro em processo” e, em 2002 e 2003, as pesquisas do grupo naturalmente apontaram para a metodologia do teatrólogo Augusto Boal, o Teatro do Oprimido.

Em 2003, o grupo formulou o projeto “Teatro e Transformação Social”, cujo primeiro resultado concreto foi a criação da Fábrica de Teatro do Oprimido (FTO), organização sócio-cultural que tem como finalidade principal a formação de grupos populares de TO e de multiplicadores do método e a promoção de atividades formativas que contribuam para superar as distâncias entre produtores e receptores de arte.

Atualmente, o grupo desenvolve uma pesquisa estética a respeito da obra de Brecht e de suas formulações sobre os princípios do Teatro Épico, buscando sistematizar novos procedimentos e técnicas de trabalho que fortaleçam a prática de um trabalho eminentemente popular; desenvolver um processo de investigação artística sobre a nossa sociedade atual, por meio de uma leitura “épica” de momentos / acontecimentos significativos da história do Paraná e, por fim, aprofundar a reflexão sobre formas de análise da realidade e as funções sociais da arte.

Contato: Nádia Burk – (43) 3339-7766

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Debate sobre criação literária em Maringá



O SESC Paraná promoverá no período de 13 a 17 de setembro a Semana Literária - Leitura e Cotidiano. Em Maringá a programação oferecerá várias oficinas: poesias, microcontos, educomunicação, contação de histórias, mesas de bate-papo, lançamento de livro. E como convidados especiais da Semana Literária os escritores Moacyr Scliar e Cristovão Tezza estarão no salão de eventos do SESC de Maringá no dia 15/09, 20h onde participarão de uma mesa de debate sobre o processo de criação Literária, com a mediação do professor de Literatura Brasileira João Bacellar de Siqueira- UEM


Cristóvão Tezza é um dos mais premiados escritores da literatura Brasileira. É autor dos romances "Breve Espaço Entre Cor e Sombra", "O Fotógrafo" e "O Filho Eterno", ganhador em 2008 dos prêmios Jabuti, Portugal Telecom, entre outros. Também escreveu o ensaio "Entre a Prosa e a Poesia: Bakhtin e o Formalismo Russo".

Moacyr Scliar é Membro da Academia Brasileira de letras, nascido em Porto Alegre, Scliar além de escritor é médico. Ocupa a cadeira 31 da Academia Brasileira de Letras, colabora com vários órgãos da imprensa no país, e é hoje um dos mais importantes escritores da literatura contemporânea, sendo autor de mais de oitenta livros .

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

PJ de Maringá comemora 30 anos

Quem é ou já foi jovem sabe que esse é um período de muitas transformações, tanto físicas quanto psicológicas. É nessa fase, entre o mistério da adolescência e a maturidade da vida adulta, que surgem os principais questionamentos e a disposição para lutar por seus direitos.

A Pastoral da Juventude nasceu desse espírito de festa e luta dos jovens católicos, com foco nos sistemas juvenis de classes populares e marginalizadas. O marco inicial do movimento é a II Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano de Puebla, em 1979, quando a Igreja fez uma opção preferencial pela juventude afirmando que “confia nos jovens e eles são sua esperança.”

Os anos que vieram a seguir marcaram o surgimento da pastoral em diversas comunidades brasileiras. Na Arquidiocese de Maringá, o primeiro relato de organização de jovens é de 5 de outubro de 1980, em reunião no colégio Regina Mundi.

Em 30 anos, a Pastoral da Juventude da arquidiocese se estruturou e, segundo a última pesquisa realizada, representa cerca de 3.000 jovens organizados, graças ao esforço de jovens e religiosos que contribuem nesse processo de evangelização. Para a atual coordenadora Renata Requena, o momento é de alegria, mas ainda há muito que fazer. “Necessitamos fazer chegar até as comunidades esse anseio e essa prioridade que é a vida da juventude e, pelo testemunho, envolver outros jovens no processo de evangelização”.

Contudo, a ação em favor da vida do jovem não está restrita ao trabalho religioso empenhado. O envolvimento da comunidade pela defesa e criação de políticas públicas para a juventude é essencial nesse processo. “Enquanto a juventude for prioridade apenas nos planos de pastoral e documentos da Igreja, infelizmente, nos restringiremos a evangelizar os/as jovens que estão já inseridos na nossa comunidade”, completa Renata.

DNJ 25 anos: Celebrando a memória e transformando a história

Instituído em 1985, durante o Ano Internacional da Juventude promovido pela Organização das Nações Unidas, o DNJ (Dia Nacional da Juventude) vem, ao longo dos anos, acompanhando as reivindicações que surgem na comunidade e se espelham em nível nacional. Em 2010, ao completar 25 anos, o Dia Nacional da Juventude propõe a “celebração da memória e transformação da história”, com “muita reza, muita luta e muita festa em marcha contra a violência”, respectivamente tema e lema do evento.

Para a secretária nacional da Pastoral da Juventude, Hildete Emanuele, “O papel profético, missionário e ecumênico do DNJ é de um valor histórico e evangélico impressionantes”. Segundo ela, é preciso valorizar o DNJ e realizá-lo, cada vez mais, como um processo de construção de diálogo em todo o país. “O sentimento de unidade é importantíssimo para que a nossa atividade possa ter uma cara cada vez mais nacional”, completa.

O lançamento oficial do evento será feito em missa presidida pelo arcebispo metropolitano de Maringá, Dom Anuar Battisti, no dia 18 de setembro. A paróquia escolhida para receber os jovens foi a São José Operário, por estar localizada no centro, região de fácil acesso principalmente para jovens que vêm de cidades vizinhas.

Após a missa, será a vez dos jovens levarem para suas comunidades a mensagem recebida de Dom Anuar. Para isso, cada paróquia receberá uma bandeira branca que os jovens pintarão com as mãos. No dia do evento, todas as bandeiras serão reunidas para formar uma só, com a marca de todos os jovens da arquidiocese. Segundo Renata Requena, coordenadora arquidiocesana da Pastoral da Juventude, “Nessa caminhada organizamos os grupos e suas lideranças para que seja realizado um amplo debate com as comunidades e paróquias a fim de envolver o maior número de pessoas no processo”.

Entre os jovens, a esperança é de que o evento realizado esse ano seja maior que o de 2009, quando cerca de cinco mil jovens marcharam contra o extermínio da juventude pela avenida Brasil, uma das principais de Maringá. “Com a experiência do que deu certo e o que deu errado, a gente tem de tudo para fazer esse ano melhor ainda“, confia Vinicius Faria Toná, participante de grupo, que vai para o seu terceiro DNJ.

Preparação mostra a juventude organizada

Para organizar o evento e garantir que tudo esteja pronto até o dia 24 de outubro, estão sendo realizadas desde o mês de julho reuniões entre a coordenação arquidiocesana, assessorias e líderes paroquiais.

Seguindo a estrutura utilizada o ano passado, as tarefas foram distribuídas entre as paróquias e serão coordenadas pela comissão organizadora. Para Renata Requena, coordenadora arquidiocesana da PJ (Pastoral da Juventude), “Os jovens não querem apenas estar presente no grande dia, mas querem fazer parte do processo de construção do DNJ e isso faz com que eles se envolvam e convidem outros jovens e a comunidade para trabalhar a temática proposta para este ano”.

Funções como divulgação, estrutura, saneamento, materiais promocionais e acolhida serão exercidas por jovens participantes dos grupos de base, orientados por coordenadores paroquiais. Paula Pessoa, que participa de grupo de jovens há aproximadamente três anos, diz que “É uma sensação maravilhosa você fazer alguma coisa e ver que aquilo deu certo”. Este ano Paula vai ajudar na ornamentação. “É muito bom saber que o palco que eu vou decorar, o Dom Anuar Battisti irá presidir a missa inicial. Sinto orgulho em estar lá e fazer parte desse grande evento”, completa.

Para aqueles que vão participar pela primeira vez, a expectativa é de repetir a emoção que carrega o comentário dos amigos. É o caso de Sergio Hermsdorff, que participa de grupo de jovens há aproximadamente seis meses, “Espero que tenha muita gente, parece que a organização está muito boa”.

Show de Gabriel O Pensador encerrará DNJ

Um evento da importância simbólica como o Dia Nacional da Juventude necessita, em sua composição, de elementos igualmente significativos que cumpra com a proposta geral. “Não basta ser uma banda ou cantor famoso, o ideal é que tenha uma mensagem para passar”, frisou o assessor eclesiástico da Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Maringá, padre Adacílio Felix, toda vez que o assunto era a definição do show de encerramento.

E foi pautado por estes critérios que a equipe organizadora escolheu o nome do rapper Gabriel O Pensador, que promete cumprir com as expectativas. Filho da jornalista Belisa Ribeiro, Gabriel chegou a concluir o curso de Comunicação Social, mas ganhou fama com músicas ácidas de crítica social e moral. “Os próprios jovens da nossa arquidiocese escolheram o Gabriel também pelo envolvimento pessoal dele com a juventude”, lembra padre Adacílio.

Com letras carregadas de denúncia contra as injustiças sociais e anomalias do comportamento do brasileiro, Gabriel ganhou mídia e respeito nacional. Aliado ao sucesso de sua carreira, desenvolveu seu lado ativista social criando a Ong Pensando Junto, que atende crianças, jovens e adolescentes carentes da comunidade da Rocinha. Além da Ong, Gabriel dá palestras em colégios e faculdades com temas relacionados à juventude e sociedade.

Para a coordenadora arquidiocesana da Pastoral da Juventude, Renata Requena, “A proposta de trazer o Gabriel é chamar também os jovens que não estão na Igreja, não participam de nenhum grupo de jovens. Se nos restringirmos a trazer artistas do campo religioso, nos restringiremos ao público da Igreja”.

O show de encerramento marcará o fim da marcha do DNJ e será realizado na praça em frente a Setran (Secretaria de Trânsito), antigo aeroporto.

sábado, 4 de setembro de 2010

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Parece festa de velório



Eeeeeeeeee – bexigas, linguas de sogra e confetes – o jornal bateu recorde de venda publicitária neste mês de agosto. Nunca antes na história desse jornal - 36 anos para ser exato - lucrou-se tanto com anúncios como agora. É um bom consolo, por enquanto. A Gazeta Maringá já surgiu na web e, com uma festa de lançamento que reuniu cerca de 300 convidados, já se prepara para a produção impressa.


Vai ser no mínimo interessante ver como se comportará o mercado da notícia maringaense, tanto na questão editorial, quanto publicitária. Concorrência gera aprimoramento e o resultado é divertido. Foi a concorrência com a Folha do Norte que impulsionou o crescimento do Diário do Norte, vamos ver agora como vai ser com a chegada do novo concorrente.

Pausa para um desabafo


Não sei se é só comigo, mas pensar em escrever para uma tiragem de milhares acaba com aquela segurança de quando começo o texto. Por isso até prefiro quando baixa o porraloka e escrevo numa batida só, é mais difícil apagar uma linha quando o texto tá completo, no máximo mexo numa palavra ou outra. Escrever pra internet é uma diferente, quase uma máscara que você assume, mas publicar numa revista, ainda mais representando algo, é tenso. Tenho até domingo para entregar mais de sete mil caracteres e to escrevendo pro blog.. Desejem-me sorte, ou não.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Problemas da transparência

Candibook: Um brilhante hotsite criado para divulgar a ficha completa dos candidatos a cargos públicos das eleições deste ano. A iniciativa do Grupo RPC responde bem ao trabalho de conscientização e informação que propuseram há algum tempo.

Porém, por mais completo que esteja, sempre dá pra achar um erro – quem trabalha com isso sabe muito bem como é. Falo erro, porque acredito que não é a intenção.

Na ficha do candidato ao senado pelo PP, Ricardo Barros, a certidão do STJ que consta é a da sua esposa, Cida Borghetti, candidata a uma cadeira federal. Pode ser que colocaram provisoriamente – antes de Ricardo ser absolvido da denúncia de improbidade administrativa - e esqueceram de trocar; e pode ser que não.

Enquanto isso confira o hotsite, é um ótimo instrumento para conhecer seu candidato: Candibook

Tá aí o link do erro, Certidões Criminais -> Certidão do Superior Tribunal de Justiça: Ficha de Ricardo Barros